✍️ Redator Kléber Viégas — QNotícias
Um lançamento histórico realizado nesta segunda-feira (22) terminou em frustração no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O foguete HANBIT-Nano, de origem sul-coreana e desenvolvido pela empresa Innospace, explodiu poucos segundos após sua decolagem em uma tentativa inédita de lançamento orbital comercial no Brasil.
O veículo espacial de duas fases foi lançado às 22h13 (horário de Brasília), como parte da Operação Spaceward, uma parceria entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Innospace. A missão tinha o objetivo de colocar em órbita cargas úteis, incluindo pequenos satélites, de diferentes clientes internacionais.
Segundo a FAB, o foguete iniciou sua trajetória vertical conforme o previsto, mas apresentou uma anomalia técnica durante o voo — cerca de poucos segundos após a decolagem — que resultou em sua queda e colisão com o solo dentro da zona de segurança da base. Não houve feridos ou danos adicionais relatados.
Imagens registradas durante o evento mostram uma grande nuvem de fogo envolvendo o foguete logo depois de sua saída da plataforma, evidenciando a falha no sistema ainda nas primeiras fases do voo.
Importância do Evento
O lançamento do HANBIT-Nano representava uma tentativa de retomar as operações espaciais orbitais a partir do território brasileiro após mais de duas décadas sem voos desse tipo. A Base de Alcântara é considerada um ponto estratégico para lançamentos, devido à sua proximidade com a linha do Equador, oferecendo vantagens em economia de combustível e eficiência orbital.
A missão também marcará o primeiro voo comercial orbital de uma empresa privada estrangeira realizado no Brasil — um passo importante para o desenvolvimento do setor aeroespacial nacional e para a internacionalização do uso do CLA.
O que acontece agora
Mesmo com o insucesso do lançamento, a empresa sul-coreana Innospace declarou que os dados coletados durante o breve voo são valiosos para o aprimoramento tecnológico e que planeja uma nova tentativa de lançamento no primeiro semestre de 2026, após análise técnica das causas da falha.
Equipes da FAB, do Corpo de Bombeiros do CLA e de técnicos especializados permanecem no local para analisar destroços e coletar informações que possam ajudar a esclarecer em detalhes o que provocou a anomalia no foguete.
Apesar do revés, especialistas e autoridades destacam que falhas são comuns nas fases iniciais de testes espaciais, e que a experiência acumula conhecimentos que podem contribuir para futuras missões bem-sucedidas.
Fonte: Dados oficiais da Força Aérea Brasileira e declarações da Innospace
Imagens: Reprodução/ Internet / Redes Sociais
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